sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Dicas para sair do armário

Com os amigos
Se alguém o insulta, essa pessoa não tem autoconfiança e tenta confundi-lo e intimidá-lo, projetando seus medos em você, e ela não é capaz de reconhecer seus valores.

Só você sabe quem você é e o potencial que tem, portanto, a opção é clara: ou acreditamos em nós mesmos ou no que os outros querem que acreditemos.

Pense cuidadosamente sobre o que o atrai em outra pessoa, escreva todas as características que o atraem e analise-as uma por uma, usando perguntas do tipo: “O que eu procuro ou espero achar nos outros?” “Gosto de ser popular entre meus colegas?” “Quero que meu grupo me aceite?”
As respostas estão nos parâmetros de respeito que todos merecemos e na aceitação das diferenças como pessoas únicas e de valor no mundo.

Com a família
Se você passar por um processo de culpa e depressão, tente encontrar ajuda profissional.
Tente obter informações confiáveis e conhecer o suficiente sobre homossexualidade, para que você possa ter certeza da sua orientação sexual.

Se você decidir contar a seus pais, tente encontrar um grupo de apoio antes, já que pode precisar de ajuda. Você precisa tomar essa decisão com calma e deve refletir bem sobre ela.


A maioria dos pais precisa de tempo para compreender e aceitar sua decisão, então tente compartilhar todas as informações que você tem com eles, para que sejam registradas, já que o conhecimento deles sobre o assunto tende a ser muito limitado e, algumas vezes, cheio de preconceitos.

Seus pais terão a oportunidade de aprender com a sua experiência, mas isso será um processo lento. Portanto, você deve ser flexível e tolerante. Após um tempo, o relacionamento com eles pode se tornar até melhor do que era, visto que será baseado na sinceridade.

Fonte: 
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Homossexualidade


Quando uma pessoa se sente afetiva e sexualmente atraída por outra, essa atração não é uma escolha: é um fato.


Se as pessoas forem do mesmo sexo, falaremos de homossexualidade, se elas forem de sexos diferentes, falaremos de heterossexualidade, e se a atração for indiferente por um ou outro sexo, nos referimos à bissexualidade. Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. É a sua orientação sexual, a consequência natural de demonstrar a sexualidade com a pessoa, homem ou mulher, de quem gostamos, com quem nos sentimos bem ou por quem sentimos amor.       

Os homens que sentem atração por homens são conhecidos como gays, as mulheres que sentem atração por outras mulheres são conhecidas como lésbicas.

Esperar que uma pessoa gay ou lésbica aja como um heterossexual é pedir que eles coloquem seu equilíbrio psicológico e saúde em perigo, um pedido que ninguém tem o direito de fazer.

Eu me aceito como sou
Nem todos que têm práticas homossexuais se sentem gays. Há outras pessoas que se declaram gays ou lésbicas mesmo antes de ter relações sexuais. Há também pessoas que sentem, inicialmente, atração por indivíduos do mesmo sexo, mas não desenvolvem uma identidade homossexual.


Medos
O silêncio e a solidão nos quais um adolescente descobre sua orientação homossexual são absolutos, já que ninguém lhe oferece modelos ou referências de como eles se sentem. O adolescente tem medo da falta de apoio da família, da rejeição dos seus amigos, tão importantes nessa fase da vida. Ou seja, de que não sejam aceitos como pessoas.

Na adolescência, ter confusões sobre a orientação sexual é muito normal, o corpo está passando por mudanças hormonais e os mais jovens têm a necessidade de experimentar coisas.      

Ficar excitado na frente de outra pessoa do mesmo sexo não significa nada. Evitar por um tempo os indivíduos do sexo oposto também. Não se apresse em classificar sua orientação sexual até que sua adolescência acabe.

O corpo não tem preconceitos, eles são produtos da educação e da cultura. Assim, quando procuramos amor, prazer ou aceitação, nos relacionamos com aquilo que nos oferece essas coisas, e não perguntamos: “Oi, de que sexo você é?”.

Fonte:
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Identidade sexual


Os seres humanos são diferentes não só em relação ao sexo, mas também em relação à maneira como se desenvolvem como pessoas.

Ter sentimentos por um homem ou por uma mulher não é uma consequência direta de sexo da pessoa, mas da síntese dos aspectos biológicos, experiências, sentimentos e a orientação do desejo, que vão nos construindo como seres individuais.

A identidade sexual não é um rótulo com o qual as pessoas nascem. Ela é definida ao longo da vida, por meio de pessoas com quem compartilhamos nossa sexualidade.

A descoberta de sua orientação sexual
A orientação sexual pode ser assumida em qualquer fase da vida, mas os adolescentes são mais propensos a duvidar dela na pré-adolescência e descobri-la completamente na adolescência. O processo de autoconhecimento é lento e, na maioria dos casos, desgastante, sem se esquecer de que a orientação sexual é algo involuntário.

A maioria das pessoas passa por diferentes estágios. Algumas se sentem diferentes. Outras se sentem perplexos com relação as suas diferenças. Muitas se perguntam se existem pessoas com esses sentimentos.

Fonte: 
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sexualidade


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sexualidade é uma energia que nos faz procurar afeição, carinho, privacidade e prazer, influenciando nossas emoções, pensamentos e sentimentos e, consequentemente, nossa saúde física e mental.        

A sexualidade é uma parte constituinte do ser humano, cuja experiência está associada com outros aspectos fundamentais da vida, tais como pensamentos, sentimentos e maneiras de estabelecer relações. As pessoas têm sexualidade desde o momento em que nascem e cada uma a experimenta e a manifesta de maneiras diferentes, de acordo com a fase da vida, a idade, a cultura e o sexo.


Todos têm o direito de expressar sua sexualidade como uma maneira natural de interação, pois o seu desenvolvimento influencia o equilíbrio psicológico de cada um.

A sexualidade não se limita à relação sexual, mas está relacionada com afeição, sentimentos, relacionamentos, experiências e educação. Num sentido mais amplo, inclui todas as possibilidades que o corpo e a imaginação nos oferecem para sentirmos e desenvolvermos nossa habilidade de dar prazer.

O que realmente importa é que cada adolescente seja capaz de viver sua sexualidade de maneira coerente com seus desejos, experiências, crenças e aqueles valores que são considerados básicos para seu desenvolvimento pessoal.
Não há regras, cada pessoa e cada casal viverão sua sexualidade de maneira diferente e todas essas maneiras merecem o mesmo respeito.

Fonte: 
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Amor, sexo e procriação


É importante saber que o sexo não tem necessariamente de estar unido ao amor  embora seja o desejável para a maioria dos casais.

Por amor nem todas as pessoas compreendem o mesmo, apesar de o amor ser um sentimento de bem-estar, aceitação, compreensão e respeito que todos os seres precisam para viverem emocionalmente equilibrados.

Na manifestação do amor através do sexo, a maioria das pessoas procura satisfazer um impulso vital, puramente físico, mas intimamente unido à procura do conhecimento de nós próprios com a ajuda do outro. Cada membro do casal atua como um espelho onde o outro se reflete como um ser belo, bom, inteligente, forte, corajoso, enfim é um ser celestial.      


Na relação sexual como jogo, divertimento, ou simplesmente como libertação de tensões, os implicados esperam passar um momento agradável e divertido, algo mais intenso e íntimo do que se mantivessem uma conversa muito animada.

Toda a relação sexual é válida e lícita, sempre que as pessoas implicadas estejam livremente de acordo com as várias manifestações que tenham escolhido para este ato de intercâmbio e comunicação.

Procriação
A procriação e a sexualidade podem, às vezes, estar relacionadas, mas trata-se de dois conceitos completamente diferentes.

A sexualidade é a maneira de dar e receber prazer, afeto, carinho, embora possa também haver a concepção de um filho como objetivo, de forma espontânea e responsável.

Quando um casal decide ter um filho, há muitos aspectos que deve ter em mente, já que isso significa um novo ser humano por quem os pais serão responsáveis até que ele obtenha educação, independência e responsabilidade para encarar a vida adulta. Todo adolescente deve ter em mente que a gravidez pode acontecer desde os primeiros contatos sexuais e refletir sobre as consequências.

Fonte: 
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

domingo, 2 de setembro de 2012

Resposta sexual



A resposta sexual é geralmente dividida em quatro estágios: excitação, platô, orgasmo e resolução. Todos nós vemos a experiência sexual como uma sequência contínua, mas com essa divisão em estágios fica fácil dar uma explicação mais precisa.


Excitação
A ereção é o primeiro sinal de excitação nos garotos: o pênis aumenta de tamanho, torna-se rígido e se separa do corpo. Os testículos aumentam e causam tensão no escroto. O escurecimento da pele dos órgãos sexuais e o aumento na temperatura do corpo são menos perceptíveis.

A ereção feminina é similar à masculina, embora menos visível: o clitóris aumenta e se torna túrgido. Os mamilos ficam endurecidos e os seios podem aumentar um pouco de tamanho. Nas garotas, o fluxo sanguíneo maior em direção aos órgãos genitais escurece e aumenta o tamanho dos pequenos lábios, ao passo que os grandes lábios se abrem e perdem volume, a abertura vaginal se dilata, a vagina se estende e o útero se desloca. 

Platô  
Nos garotos, todas as alterações produzidas na fase anterior atingem seu ponto máximo de excitação e permanecem por um certo tempo produzindo uma sensação de prazer. O estreitamento dos vasos sanguíneos das vesículas seminais produz uma sensação de calor na parte inferior da barriga, a tensão muscular aumenta e a respiração e o batimento cardíaco aceleram.

Nessa fase, os garotos secretam gotas de um líquido que pode conter espermatozoides, o que pode causar a gravidez.
As mudanças na fase anterior também são intensificadas nas garotas por um tempo, mas o clitóris fica geralmente escondido debaixo da membrana que o cobre.

Os grandes lábios se separam e se tornam ainda mais macios e os pequenos lábios parecem mais inchados, preparando-se para o orgasmo. As aréolas dos seios aumentam em sua superfície, os seios se tornam maiores e a pele parece mais tensa e, como nos garotos, a tensão muscular, o batimento cardíaco e a respiração se intensificam. 

Em algumas garotas, alguns pontos avermelhados na pele aparecem devido ao aumento na circulação sanguínea. Esses pontos são chamados de rubor sexual.
Muitos casais demoram nessa fase tanto quanto conseguem, por meio de beijos, carícias e preliminares, para prolongar as sensações de prazer.

Orgasmo
Nessa fase, a tensão acumulada no estágio anterior é liberada. Nos garotos isso geralmente corresponde à ejaculaçãoO homem detecta a chegada do esperma antes de sentir o orgasmo e pode controlar a situação à sua vontade com a idade e experiência, mas isso requer prática e autocontrole, não sendo comum entre os adolescentes. O orgasmo acontece quando a ejaculação estiver iminente. Nesse momento, a sensação de prazer é tão intensa que se perde a noção da realidade.

Nas garotas, toda a tensão também é liberada por meio de contrações rítmicas que acontecem na parte inferior da vagina, no útero e no esfíncter.
O útero desce e o colo do útero absorve o esperma para ajudá-lo a ir em direção às tubas. A mulher tem, às vezes, uma ejaculação que consiste na expulsão de um líquido diferente da exsudação. Ele é aparentemente ejaculado das glândulas de Skene, localizadas na esponja uretral do clitóris.

O estímulo do ponto G parece produzir um orgasmo mais prazeroso e pode ser a causa da ejaculação feminina. As contrações para se ter o orgasmo são muito diferentes entre as mulheres, mas para todas elas, a sensação é uma contração forte que faz tremer todo o corpo e esvazia a mente.

Resolução
Após o orgasmo, todos os órgãos que participaram retornam ao seu estado relaxado, os órgãos sexuais recuperam seu aspecto anterior, os músculos relaxam e vem a sonolência.

Os garotos precisam de alguns minutos para descansar, o chamado período refratário, para poderem ter outro orgasmo novamente, enquanto as garotas, com o estímulo adequado, podem ter vários orgasmos consecutivos. As meninas podem ter orgasmos friccionando o clitóris ou por penetração vaginal, mas os dois tipos têm a mesma intensidade. Pouco a pouco, o corpo ganha novamente seu estado normal, há um grande relaxamento e uma sensação de bem-estar. O sangue no pênis desacumula, ele perde sua rigidez, e os testículos retornam ao seu estado anterior.   
    
Os seios das garotas voltam a seu tamanho normal, a vagina se recupera e o clitóris readquire sua cor e seu tamanho normais. Se houver rubor sexual, desaparecerá. O clitóris pode estar tão sensível que um novo estímulo pode ser desagradável.  

   Se uma garota ou um garoto não teve orgasmo após excitação intensa, a fase de resolução se prolonga e causa sensações incômodas na pélvis, que desaparecem com as poluções noturnas ou masturbação.

Fonte: 
Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

sábado, 1 de setembro de 2012

O corpo responde


A resposta sexual é a maneira que nosso corpo tem para reagir ao estímulo erótico.
A imaginação nas fantasias sexuais, a contemplação da pessoa amada, seu cheiro, as imagens, palavras de amor e carícias nas zonas erógenas, tais como orelhas, coxas, seios, nuca, pescoço... e especialmente nos órgãos genitais, são geralmente suficientes para acionar uma resposta sexual, ou com outra pessoa ou consigo mesmo.

As manifestações durante o ato sexual são diferentes: algumas pessoas fazem muito barulho, outras são quietas, algumas querem sempre a mesma posição, outras precisam falar sem parar... A verdade é boa, como em outros aspectos da vida.

No começo da resposta sexual, o sangue circula em uma quantidade maior em direção aos vasos sanguíneos dos órgãos sexuais, que mudam de cor e tamanho. Com o estímulo, a tensão aumenta em todos os músculos até que o orgasmo seja atingido. Quando as contrações do orgasmo acabarem, os músculos relaxam devagar e os vasos sanguíneos retornam aos níveis iniciais de fluxo de sangue.

A sexualidade é um aspecto importante e muito complexo de nossas vidas, com o qual podemos nos comunicar e trocar prazer, carinho e afeição, assim como liberar tensões. O erotismo, a afetividade e a possibilidade de conceber um filho se unem na comunicação sexual.

Você sabia que...?

Em toda relação sexual, é importante que ambos sejam sinceros para que haja a cumplicidade necessária para demonstrar livremente do que gostam e do que não gostam. A sensibilidade é também fundamental para adivinhar os gostos e as necessidades do outro e ter a disposição para dar prazer.

Fonte: Lidia R. & Patricia A. Sánchez Mata. Aprendendo a viver: Sexualidade. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.