segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dente do Siso

O primeiro sinal de mineração do siso aparece entre os 7 e os 11 anos. A coroa estará formada aos 14 anos, mas não é seguro retirá-la. É tecnicamente difícil porque, ainda sem a raiz, a coroa acaba rodando na gengiva.


A partir dos 16 anos, dois terços da raiz começam a se formar. O siso está mais firme e longe do nervo mandibular, que dá sensibilidade aos dentes inferiores e aos ossos do queixo. Assim, sua retirada é como um desencaixe com o uso de um pouco de força.


Até os 25 anos, a raiz está completa e pode abraçar o nervo, aumentando o risco de rompê-lo na extração. Com os ossos da face mais rígidos, o perigo de fratura também é grande. O processo de cicatrização é mais lento e pode durar até dois meses.

O melhor período para retirá-lo é entre os 15 e os 18 anos, antes de ele irromper. A recuperação de um adolescente é mais rápida que a de um adulto.

Se houver espaço suficiente para o dente se acomodar, é possível conviver com ele, mas assumindo o risco de encarar alguns dramas. Podem ocorrer infecções silenciosas capazes de afetar a gengiva, a raiz e os ossos da face.

No siso baqueado há um aumento da proteína C-reativa, que indica a presença de inflamação no organismo. 

Essa molécula é diretamente relacionada a panes cardiovasculares, principalmente infartos e derrames.

Principais aborrecimentos

Aperto na gengiva: Para não desalinhar a mordida, o aperto na gengiva passou a ser a justificativa mais comum para a sua extração. Ele vive também em constante movimentação angular.


Falta de espaço: Tende a empurrar os vizinhos e encavalar toda a dentição, acabando com o encaixe entre os dentes.


Má posição: Se estiver inclinado ou na horizontal, reabsorve a raiz do segundo molar, causando a degeneração.


Pericoronarite: É a inflamação do saco que reveste a coroa. Bactérias se proliferam no local, ameaçando a gengiva da região.

Cistos: Bolsas líquidas, capazes de ficar enormes, formam-se na membrana que envolve o siso, geralmente o inferior.

Tumores: mais raros, os ameloblastomas são fibrosos e, em 80% dos casos, aparecem na mandíbula. Causam até deformação facial.

Cirurgia de remoção

Utiliza-se a anestesia local, e um tranquilizante é bem-vindo. O pós-operatório é bastante dolorido, pois provoca inchaço e dificulta a alimentação. 

Serão três a quatro dias de molho, com alimentação pastosa e pronto. 

O importante é não descuidar da higiene da boca nesse período. 

Optar por uma escova ultramacia, usando também os antissépticos receitados pelo dentista.

A regra de ouro é acompanhar o crescimento dos dentes. 

Deve-se ter uma boa escovação, usar o fio dental, visitar o dentista de seis em seis meses.

Fonte: Revista Saúde é Vital. São Paulo: Editora Abril, 02/2013.

sábado, 20 de abril de 2013

Bullying (2ª Parte)




Os protagonistas do bullying escolar:

Vítimas: Vítimas típicas (apresentam pouca habilidade de socialização, são tímidas ou reservadas), vítimas provocadoras (são capazes de insuflar em seus colegas reações agressivas contra si mesmas, normalmente são hiperativos e impulsivos e/ou imaturos), vítima agressora (reproduz os maus-tratos sofridos como forma de compensação, ou seja, sempre quer descontar em alguém).


Agressores: Pode agir sozinho ou em grupo. Apresentam aversão às normas, não aceitam serem contrariados ou frustrados. As manifestações de desrespeito, ausência de culpa e remorso pelos atos cometidos contra os outros podem ser observadas desde muito cedo.

Espectadores: São aqueles alunos que testemunham as ações dos agressores contra as vítimas, mas não tomam qualquer atitude em relação a isso. 


Os espectadores passivos (ficam de mãos atadas para tomar qualquer atitude em defesa das vítimas), os espectadores ativos (manifestam apoio moral aos agressores, com risadas e palavras de incentivo), os espectadores neutros (não demonstram sensibilidade pelas situações de bullying).


A omissão só faz alimentar a impunidade e contribuir para o crescimento da violência por parte de quem a pratica.

Pessoas com transtorno da conduta podem se tornar psicopatas na vida adulta. É necessário um plano de educação (familiar e escolar) que não permita jamais que eles estejam no controle da situação.

Programa de intervenção antibullying


Tem como objetivo aumentar a conscientização sobre o problema para desfazer mitos e ideias erradas sobre bullying. Também serve de apoio e proteção às vítimas contra esse tipo de violência escolar.

A escola precisa capacitar seus profissionais para a identificação, o diagnóstico, a intervenção e o encaminhamento adequado do aluno. 

Deve-se conduzir discussão ampla, que mobilize toda a comunidade.

É preciso contar com a colaboração de consultores externos, parcerias com instituições públicas (Conselhos Tutelares, Delegacia da Criança e do Adolescente, Promotorias Públicas, Varas da Infância e Juventude, Promotorias da Educação).


Atividades coletivas e vivência teatral devem ser realizadas com muito cuidado para que não causem constrangimentos aos seus participantes.

Os pais podem encontrar tempo para uma convivência saudável com seus filhos. É necessário o diálogo permanente. Expressar seus sentimentos e pensamentos a respeito deles é fundamental para prepará-los para a vida adulta. Antes de repreender os filhos, é necessário ouvi-los com sincera disposição de ajudá-los.


O bullying estimula a delinquência e induz a outras formas explícitas de violência.

A palavra afeto vem de “afetar”, de modificar através das emoções e dos sentimentos.

A rejeição, a angústia e o sofrimento podem ser transmutados em paixão, foco e dedicação.

“Pessoas podem criar suas próprias vidas. Decidi que iria criar a pessoa que eu seria, não aquela que os outros gostariam que eu fosse.” 
Tom Cruise

Fonte: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: Mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2010.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bullying (1ª Parte)


É utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar.

Podemos destacar as agressões, os assédios e as ações desrespeitosas, todos realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores.


Não apresentam motivações específicas ou justificáveis.

Perpetua muita dor e sofrimento nos vitimados.

Proíbe qualquer atitude solidária em relação ao agredido.

O abuso de poder, a intimidação e a prepotência são algumas das estratégias adotadas pelos praticantes de bullying (os bullies) para impor sua autoridade e manter suas vítimas sob total domínio.

Formas de bullying:

Verbal: Insultar, ofender, xingar, fazer gozações, colocar apelidos pejorativos, fazer piadas ofensivas, zoar.

Físico e material: Bater, chutar, espancar, empurrar, ferir, beliscar, roubar, furtar ou destruir os pertences da vítima, atirar objetos contra as vítimas.

Psicológico e moral: Irritar, humilhar e ridicularizar, excluir, isolar, ignorar, desprezar ou fazer pouco caso, discriminar, aterrorizar e ameaçar, chantagear e intimidar, tiranizar, dominar, perseguir, difamar, passar bilhetes e desenhos entre os colegas de caráter ofensivo, fazer intrigas, fofocas ou mexericos (mais comum entre as meninas).

Sexual: Abusar, violentar, assediar, insinuar.

Virtual: Através de celulares, internet, conhecida como ciberbullying.

Consequências psíquicas e comportamentais do bullying:

O aluno apresenta baixa autoestima.

Causam desconforto e prejuízos nas atividades cotidianas do indivíduo.
Pode ocasionar graves transtornos psíquico e/ou comportamentais, tais como:

Transtorno do pânico que é uma sensação enorme de medo e ansiedade.

Fobia escolar que gera evasão escolar.

Fobia social (conhecida como transtorno de ansiedade social – TAS) ou também conhecida como timidez patológica.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) são pessoas impacientes, aceleradas, negativistas.

Depressão trata-se de uma doença que afeta o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento.

Anorexia nervosa caracteriza-se pelo pavor de engordar, com grave distorção da sua imagem corporal. A pessoa se submete a regimes rigorosos e agressivos.

Bulimia nervosa se caracteriza pela ingestão compulsiva e exagerada de alimentos, seguida de arrependimentos e vômitos autoinduzidos, abuso de diuréticos, laxantes, enemas (injeção de substâncias pelo reto), excesso de exercícios físicos e longos períodos de jejum.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) caracterizada por comportamentos repetitivos (conhecidos como compulsões), de forma sistemática e ritualizada. Lavar as mãos várias vezes, banhos excessivos e demorados, mania de checar ou verificar algo, mania de ordenação. Além de se tornar prisioneiro da própria mente, ele perde muito tempo do seu dia cumprindo seus rituais.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): Caracteriza-se por ideias intrusivas e recorrentes do evento traumático, como flashbacks e lembranças de todo o horror que os abateu.

Quadros menos frequentes:

Esquizofrenia: É uma doença mental que faz com que o indivíduo rompa com a barreira da realidade e passe a vivenciar um mundo imaginário, paralelo.

Suicídio e homicídio: Ocorrem quando os jovens-alvo não conseguem suportar a coação dos seus algozes. Lançam mão de atitudes extremas como forma de aliviar seu sofrimento.

A marcação genética juntamente com a vulnerabilidade de cada indivíduo, aliada ao ambiente externo, às pressões psicológicas e às situações de estresse prolongado, pode deflagrar transtornos graves.

Fonte: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: Mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2010.

terça-feira, 19 de março de 2013

Adolescentes na academia


A musculação deixou de ser vista como inimiga da saúde dos jovens para se tornar uma aliada do crescimento.

Músculos bem condicionados facilitam o trabalho da insulina, a responsável por tirar açúcar da circulação e colocá-lo dentro das células.

Bíceps, tríceps e companhia em forma estão associados a um bom funcionamento da leptina no corpo da garotada. Essa substância regula o apetite.

O excesso de carga, não importa o tipo de atividade, causa microtraumas nos ossos, o que pode interromper o crescimento ou provocar deformações. Um corpo ainda imaturo fica especialmente sujeito a lesões se submetido a atividades pesadas.

A Academia Americana de Pediatria atesta que inclusive pré-adolescentes (se estiverem amadurecendo sem problemas e forem avaliados por um médico), podem frequentar as salas de ginástica. Não quer dizer que eles precisem levantar peso. O importante é não ficarem parados. Vale pular corda, jogar bola, escalar árvore e etc.

Essas atividades aumentam a densidade óssea, diminuindo o risco de, no futuro, o indivíduo ter osteoporose. Além do mais, deixam a musculatura equilibrada, trazendo uma melhor coordenação e afastando as contusões.

Só fique de olho se o adolescente vai à academia pelas razões certas, ou seja, pelo bem-estar e por se divertir com outras pessoas.

Efeito nos músculos

A musculação e outras atividades físicas estimulam na hipófise a produção de GH, que é o hormônio do crescimento.

O GH, então, perambula pela circulação sanguínea até chegar ao fígado. Lá, manda esse órgão fabricar IGF, um hormônio que, entre outros destinos, vai aportar nos músculos.

O IGF, ao chegar a esse tecido, patrocina o crescimento de suas fibras. Além disso, novas células são criadas na região, deixando a musculatura mais comprida.

Efeitos nos ossos

O hormônio GH e o próprio trabalho dos músculos ativam os osteoblastos dentro do disco epifisário, uma espécie de cartilagem localizada no interior dos ossos longos dos jovens.

Os osteoblastos calcificam aos poucos parte dessa cartilagem, aumentando o tamanho dos ossos no sentido longitudinal.

Recomendações para a garotada

Nunca realizar exercícios de hipertrofia (poucas repetições e muita carga).

Fazer os movimentos sem peso até dominar a técnica de cada um deles.

Treinar no máximo três vezes por semana.

Ajustar os equipamentos para o tamanho do jovem.

Incluir atividades aeróbicas, como a corrida.

Fora da sala de ginástica

Quem não quiser praticar academia, pode fortalecer a musculatura com atividades específicas dentro do esporte favorito de cada um. Basta um bom orientador.

Fonte: Revista Saúde é Vital, 02/2013.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Doenças do beijo


29 músculos na boca e no pescoço permanecem em movimento ao longo de um beijo.

26 calorias é quanto se gasta, em média, em um beijo de língua de um minuto.

800 é o número aproximado de tipos de bactéria que habitam a boca humana.

Até 150 batidas por minuto é quanto acelera o coração durante um beijo.

A boca, que de certa forma também pode ser considerada um órgão sexual, é revestida de uma mucosa, assim como os genitais e o ânus.

As mucosas têm uma enorme capacidade de absorção. Podem sugar para dentro, numa boa, uma série de microorganismos.

Mononucleose infecciosa

Causada pelo vírus Epstein barr, da mesma família do herpes comum.

Transmissão: pela saliva, por beijo, tosse, espirro e até selinho.

Sintomas: febre alta, dor de garganta. Depois de três dias, começam os enjoos e as dores no corpo. O baço, o fígado e os gânglios ficam inchados, principalmente na região do pescoço, axilas e virilha.

Para evitar o rompimento do baço, deve-se evitar atividade física e baladas.

O inchaço dos órgãos é o responsável pelos enjoos, portanto, evite alimentos gordurosos e de difícil digestão.

Tratamento: antiinflamatórios e antitérmicos.

Herpes

A principal características são as feridinhas ao redor dos lábios.

Não tem cura.

O vírus fica no organismo de todo mundo que teve contato, mas nem todos desenvolvem os sintomas.

Aids

Até o momento não há evidências científicas de que o ato de beijar seja uma forma de transmitir a aids. Mas, se houver alguma lesão com sangramento na boca de um portador do vírus, há, sim, a possibilidade de isso ocorrer.

Sífilis

Causada pela bactéria Treponema pallidum.

É uma DST.

Contudo, em sua fase secundária, ela é altamente contagiosa através do beijo.

Cárie

A bactéria Streptococcus mutans pode passar de boca em boca e estragar os dentes.

Mas, para isso, ela precisa encontrar um ambiente propício.

Viroses

Gripes, resfriados e até mesmo algumas infecções intestinais também podem ser passados pela saliva.

Sarampo, catapora e rubéola, doenças comuns na infância, contra-indicam beijocas e afins.

Fonte: BIBANCOS, Fábio. Boca!: Tudo o que você precisa saber para ter um sorriso. São Paulo: Editora Abril, 2005.

Fonte: Revista Saúde é vital. 06/2011.