quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Endometriose

A mulher com endometriose tem menos qualidade de vida, já que a dor a incapacita para realizar as tarefas cotidianas.

De 40 a 50% das adolescentes acometidas por cólicas menstruais mensalmente, podem ter endometriose e nem desconfiar.

Como o endométrio se aloja e cresce em outros locais da cavidade pélvica:

Quando o endométrio está espesso o suficiente e não há fertilização, ele descama e é expelido pelo corpo. É a menstruação.

Em média, 5% do sangue volta no sentido contrário e o endométrio, que deveria ser eliminado, escapa pelas trompas em direção à cavidade pélvica.

Na mulher com endometriose, esses resquícios, ainda ativos, se alojam em locais como bexiga, ovários e intestino, agindo de forma semelhante ao endométrio original.

O estrogênio encontra esses focos da endometriose e continua a estimulá-los como se estivessem no local certo (no útero), fazendo com que aumentem e inchem em pontos intactos. É aí que as dores aparecem.

Fatores que propiciam a endometriose:

Estresse.
Componentes genéticos.

Alteração no sistema de defesa da mulher.

Estilo de vida (demora mais para engravidar).

Má alimentação.

Sintomas:

A mulher tem menos qualidade de vida, já que a dor a incapacita para realizar as tarefas cotidianas.

Menstruação retrógrada (as células vivas formam lesões).

Intestino preso ou solto demais.
A mulher demora mais para engravidar (infertilidade).

Cólica intensa.

Dificuldades para urinar.

Irregularidades na menstruação (fica curta e ocorre até duas ou três vezes ao mês).

Dor durante e após a relação sexual.

Diagnóstico:

Exames de sangue.

Exames de imagem.

Quanto mais rápido for o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir.

Prevenção:

Diminuir os níveis de estresse e aumentar o consumo de ômega-3.

Alimentação balanceada.

Atividade física pode ser uma aliada pelo fato de liberar no cérebro substâncias que aliviam a dor.

Tratamento:

Dienogeste é um remédio que simula a ação da progesterona, que coordena o ciclo menstrual.

A substância inibe a ação do estrogênio, molécula que estimula o crescimento do tecido uterino.

Atinge diretamente o tecido uterino e seus resquícios em outros pontos. Com o tempo, eles tendem a atrofiar e morrer.

Pode ser usado por um longo período com poucos efeitos colaterais.

A endometriose nunca é totalmente curada.

Cirurgia:

A videolaparoscopia remove quase 99% dos focos de endometriose.

Por meio de uma pequena incisão no umbigo, um cateter com uma câmera e um instrumento especial chega ao útero da paciente.

Com a ajuda de um monitor, que transmite as imagens captadas pela câmera, o especialista identifica os lugares afetados pela endometriose.

O expert cauteriza o local, e o endométrio que estava ativo passa a ser um tecido morto. Uma alternativa é apenas extrair essas células.

Fonte: Revista Saúde é vital, 09/2012.

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