sábado, 18 de agosto de 2012

Leishmaniose


A leishmaniose é uma doença tropical encontrada em muitas regiões do planeta, que afeta atualmente mais de uma dezena de milhões de pessoas, principalmente na América do Sul. No Brasil são milhares de novos casos por ano.

Diferentes variedades de leishmânias são transmitidas pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero Lutzomyia, da família dos flebótomos e conhecidos como mosquito-palha, corcundinha ou biriguis, dependendo da localidade.

Leishmaniose cutânea ou tegumentar

Também conhecida como úlcera de Bauru ou “ferida brava”, é causada pela Leishmania braziliensis, pela Leishmania amazonensis e pela Leishmania guyanensis, retiradas de seus depositários naturais como cães, roedores, preguiça, tamanduá etc., e inoculadas no ser humano pela fêmea do mosquito-palha, flebótomo do gênero Lutzomyia, que é hematófaga (se alimenta de sangue).

Transmissão: Esse protozoário é transmitido pela picada de mosquitos fêmeas da família dos flebotomíneos e do gênero Lutzomya, conhecidos como mosquitos-palha ou biriguis, que se infectam ao sugar pessoas contaminadas.


O protozoário penetra no indivíduo pela saliva do mosquito (antes de sugar o sangue, o mosquito injeta saliva para evitar a coagulação do sangue em seu aparelho bucal) e reproduz-se intensivamente na pele. No fim de alguns dias, aparece uma lesão na pele; mais tarde, o parasita espalha-se e causa lesões na mucosa da boca, no nariz e na faringe.


Sintomas: É uma doença parasitária de pele e mucosas.

Na pele, a doença manifesta-se pela formação de feridas ulcerosas, com bordas elevadas e fungo granuloso.


Nas mucosas (cavidade nasal, faringe ou laringe), a leishmaniose destrói tecidos e, em casos graves, pode perfurar o septo nasal e produzir lesões deformantes.


Prevenção: as principais medidas de prevenção da leishmaniose são evitar a proliferação do mosquito transmissor e impedir sua picada.

O combate ao mosquito pode ser feito pelo aterro de lagoas e poças d’água que servem de criadouro para as larvas e também pela aplicação de inseticidas sobre as áreas atingidas pela doença. Esta última providência tem a consequência indesejável de matar indiscriminadamente outras espécies de inseto, muitas delas de importância econômica ou ecológica.

Para impedir a picada do mosquito, pode-se proteger as portas e as janelas das casas com telas, e cobrir as camas com cortinados de filó. Outro seria a construção de casas a mais de 100 m das matas, pois o mosquito tem voo curto. Se tratada a tempo, há regressão das lesões.

Leishmaniose Visceral


A leishmaniose visceral é causada pela Leishmania donovani, na Índia e na África, e pela Leishmania chagasi, na América do Sul.


A doença é chamada calazar americano e os reservatórios naturais são canídeos, como o lobo-guará, o cachorro-vinagre e cães domésticos na área urbana, além de gambás e do ser humano.  Calazar em híndi, significa doença mortal.

Transmissão: Pode ser congênita, por transfusões de sangue, por uso de seringas comuns ou pela picada da fêmea do mosquito do gênero Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha ou maruim.

Sintomas: Agride macrófagos do baço e do fígado, provocando forte depressão imunológica e até hemorragia. Além de febre contínua, perda de apetite, inchaço do fígado e do baço, lesões na pele e anemia, que em certos casos, pode levar à morte.


Fontes:

Linhares & Gewandsznajder. Biologia Hoje: Os seres vivos. São Paulo: Ática, 2010.

Amabis & Martho. Biologia dos organismos. São Paulo: Moderna, 2010.

Pezzi & Gowdak & Mattos. Seres vivos, anatomia e fisiologia humanas. São Paulo: FTD, 2010.


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